BRUNO CASTRO (Fundador & CEO da VisionWare Especialista em Cibersegurança e Investigação Forense)
Nos últimos anos, as redes sociais tornaram-se um campo de batalha crucial na luta contra a desinformação. Apesar dos esforços para combater este fenómeno, as mais recentes decisões estratégicas de Meta sugerem um retrocesso nesse sentido. Mark Zuckerberg, CEO da META, anunciou recentemente através das redes sociais, o fim da verificação de factos – programa que estava em vigor desde 2016 e era efetuado por entidades independentes através do cruzamento de fontes e de informação fidedigna.
Tal mudança tornará muito mais difícil o combate à desinformação, algo que é particularmente alarmante principalmente numa altura em que o mundo altamente globalizado e que muitos indivíduos partilham, consciente ou inconscientemente, informações falsas, muitas vezes com objetivos geopolíticos que visam manipular e exercer influência através da desinformação.
Zuckerberg alega, à semelhança de Elon Musk, dono da rede social X, que esta decisão tem por base regressar às origens e privilegiar a liberdade de expressão. A Rede Internacional de Verificação de Factos (IFCN) já veio alertar que o fim deste programa de verificação de factos, a nível mundial, pode causar “danos reais” ao abrir portas para a desinformação generalizada e discursos de ódio. Por enquanto, a decisão da Meta só vai incidir sobre os Estados Unidos. No entanto, podemos questionar quanto tempo levará até a Meta decidir adotar essa remoção também no âmbito da União Europeia – sendo que, neste caso, a Comissão Europeia teria de determinar se a Meta estaria, ou não, em conformidade com a legislação comunitária sobre serviços digitais.
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