NUNO PINTO MARTINS (Fundador da Academia Educar pela Positiva)
Ninguém nasce ensinado. E ninguém nos ensinou a sermos pais. Estudamos para ser advogados, jornalistas, médicos ou arquitetos, mas não estudamos desempenhar a mais importante das missões: Educar.
Educamos por instinto, repetindo os modelos educativos que conhecemos na nossa infância, baseados muitas vezes no autoritarismo. É natural que assim seja, afinal, pois com mais ou menos palmada, com mais ou menos castigo, “sobrevivemos”. A questão é: que marcas ficaram?
Também há quem queira a todo o custo quebrar o padrão autoritário que conheceu na infância, acabando por ir de um extremo ao outro, acabando por adotar o modelo educativo oposto: a permissividade. Que pode ser ter um impacto tão negativo na criança como o autoritarismo.
Não precisamos de recuar muitas décadas para constatar que os tempos mudaram. Há uma ou duas gerações atrás, era impensável na maioria das casas portuguesas que uma criança desafiasse a autoridade dos pais, que questionasse as suas opções e decisões. Eram os progenitores que decidiam o que era melhor para os filhos. Ponto final. O respeito andava de mãos dadas com o medo e a reverência – o tratamento recorrente por “você” provava-o – e aí dos miúdos se levantassem a voz aos pais. Os castigos, em casa e na escola incluíam puxões de orelha, palmadas, tareias de cinto e reguadas.
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