Perceção e probabilidade do risco

2016-07-01

Portugal pelo “Global Peace Index” 2015 é o 11º país mais seguro do mundo e na 5.ª edição do Barómetro 2014 da Segurança, Proteção de Dados e Privacidade em Portugal é revelado que 73% dos inquiridos consideram Portugal como um país seguro ou muito seguro.Portugal pelo “Global Peace Index” 2015 é o 11º país mais seguro do mundo e na 5.ª edição do Barómetro 2014 da Segurança, Proteção de Dados e Privacidade em Portugal é revelado que 73% dos inquiridos consideram Portugal como um país seguro ou muito seguro.

Fig. 1 – Ranking Mundial de Segurança

É um excelente registo tendo em conta que são considerados todos os tipos de segurança desde a militar, passando pelas forças da ordem e segurança privada e terminando na segurança e higiene no trabalho, ou seja a segurança de pessoas e bens na sua generalidade.Para se ter uma ideia mais precisa, são três os fatores que mais contribuem para a sensação de insegurança dos portugueses, para que se compreenda a importância do resultado:

  • Desemprego (76,3%);
  • Aumento da violência na sociedade (43,8%);
  •  Aplicação prática da justiça (36,2%)

Pode assim constatar-se que por sermos o país seguro que somos os portugueses têm uma ideia de risco totalmente diferente, por exemplo, da dos franceses e belgas, que mudou certamente após os ataques terroristas de Paris e Bruxelas.Esta percentagem não é superior porque a perceção de risco não corresponde à real probabilidade de o mesmo acontecer.  A probabilidade de um avião cair é de um em 11 milhões, mas no entanto a perceção é inversa. Mas para um português é tão provável sair-lhe o Euro milhões como ter um acidente aéreo, com a ressalva de a queda ou acidente não quererá dizer a perda da vida, ou que ele teria de estar a viajar sozinho no avião.

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