O saldo demográfico negativo português – Causas e consequências para o futuro do Trabalho e do País

2018-03-01

Autor: António Garcia Pereira (Advogado Direito do Trabalho)

Mercê de várias circunstâncias, com as medidas políticas e económicas (e também jurídicas) entretanto adoptadas à cabeça, desde meados/finais dos anos 60 e muito em particular desde 1976 que se vem assistindo a um envelhecimento crescente da pirâmide demográfica portuguesa.

Assim, desde os 189.739 nascimentos verificados em 1969 e do “pico” dos 188.172 em 1976, o número dos mesmos não tem cessado de diminuir, tendo enfim chegado, nos piores anos da crise (2013 e 2014), aos 82.787 e 82.367, respectivamente. E se em 2015 e 2016 se verificou entretanto uma ligeiríssima subida (fruto essencialmente dos bébés “adiados” no período da Tróika), o certo é que em 2017 se regressou aos valores anteriores, tendo sido registados pelo Ministério da Justiça, no ano que agora findou, menos 2.702 nascimentos do que no ano imediatamente anterior.

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