Em janeiro de 2023, na FNAC de Aveiro, a convite do ISCIA, tive a grata oportunidade de, em parceria com o meu amigo Professor Doutor Garcia Pereira, refletir sobre o tema “Qualidade de Vida: Utopia ou Realidade?”. Cada um na sua área, respetivamente a Psicologia e o Direito, procurou mostrar ou tentar demonstrar que a qualidade de vida é possível e, mais, é obrigatoriamente possível, ficando dependente da vontade de cumprir o que está legislado e do querer assumir comportamentos não abusivos e contributivos. Neste contexto, sem entrar na componente legal que sapientemente foi tratada, na altura, pelo Doutor Garcia Pereira, procurei encontrar caminho na componente da atitude.
Assim, encontrei, como ponto de partida, uma afirmação de Edouard Herriot num interessante artigo subordinado ao tema “a utopia é uma realidade em potência”. Este afirmativo elevou a minha energia positiva no sentido de acreditar que uma boa utopia pode ser o abrir de portas para uma realidade diferente e, se possível, para melhor. Vejamos então o que nos dizem sobre os significados da palavra utopia: “lugar ou estado ideal, de completa felicidade e harmonia entre os indivíduos; qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-económicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade; projeto de natureza irrealizável; quimera, fantasia”.
Abordemos então cada uma destas definições de utopia. Qualquer que seja a área de conhecimento que aborde esta temática, não suscita dúvida, digo eu, que o projeto organizacional para quem trabalha seja, hoje, ontem
José Manuel G. de Magalhães
Doutorado em Psicologia e Docente Universitário